sexta-feira, 10 de maio de 2013

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Pegue o perigo que me alegra
Nessa manhã tão tarde
Ou tome minha maior experiência
e me liberte desse furacão mal educado

Venda destroços infelizes
me leve em brisa solitária
Pois se eu não cair no sono
meu sim terá planos incompletos
Que brigam e mancam
em plena contramão

Beijei, oh novidade...
meu acaso do amanhecer
Fosse blusa ou solidão
lá do verbo que abraça
a próxima fala errada

Que reflete o medo do arco
que sustenta o peso
não fosse a flecha
minha trégua que pisa em contradição

Comerei do Cristo
comedido de caráter
Claro e vidente ou sorrindo calado

Hoje sou feito d'água
que se esvai e acumula
Também madruga e se salga
Em céu de boca nublada
da chuva que disfarça
e machuca minha sede
molhada em cada ventre

Sorrio para o amanhã
Que vejo por essa parede de vidro
Esperando minha entrega
em minas de ouro
refletidas em meu próprio espelho.

sexta-feira, 1 de março de 2013

1º do ano


É preciso deletar antigas memórias
para se deixar criar novas lembranças!

E ainda assim seremos poeira.

Vamos recriar um novo passado,
relembrando aquele velho futuro...
Que seja presente!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Para realizar sonhos é preciso estar acordado!

Minha galeria é um relógio atrasado
Marcando passos certos
Num compasso desalinhado

Sem a luz da lua esquecida ontem,
Por sangrar demais,
Espero carona por hoje
E todos os dias

Se ontem foi história,
amanhã... com certeza
MISTÉRIO!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

13º dia


Vivo no meu canto!
As falhas são parte do processo
E nossos erros nos [e]levam para outros acertos.

Nossos ensaios me carregam sorrindo,
enquanto a morte me mantém esquecido.
E maltrato o tempo
que me ensina com ser realmente livre!

Nesses segundos, lavo meus olhos de dentro pra fora,
elevo ao máximo a batida aqui dentro do peito.
Enquanto o mundo estaciona por um milésimo de instante
E se cansa de esperar...